“Não confie em quase ninguém…”

– “O que você quer?”

– “Eu não sei. Só sei o que não quero.”

– “E como você vai conquistar se não sabe?”

– “No caminho eu descubro.”

– “Isso não basta. Se você não sabe, jamais chegará.”

E assim foi mais um dos diálogos que atormentam, mas que são melhores quando morrem ali. É claro que sabia o que queria. Sempre soube. Nunca tirou os olhos daquilo que mais queria. Mas também sabia que algumas dessas coisas que queria, jamais chegaria perto de conseguir. Outras, só chegaria se ninguém soubesse. E por isso, preferia mentir. Viveu dizendo que preferia não mentir, seja qual fosse a verdade. Até descobrir que pra sobreviver era necessário omitir e até mentir. Sempre seria.

Muitas das vezes o caminho é difícil de ser percorrido. Além disso, a maioria das vezes ele é doloroso. Seus “melhores amigos” são os primeiros que você tem que desconfiar, nesses breves diálogos. Te abraçam. Te beijam. Te amam. Até precisarem da sua cabeça para que não seja a deles. Você só aprende a valorizar a própria vida quando todo o resto já se foi. O que e quem você ama. Não espere isso acontecer pra fazer as escolhas certas. Cale-se. Não pelo querer dos outros. Mas para ser o melhor pra você e pro que você realmente quer.

 

                                                                                                                                            J.

Permita-se sentir

Percebo então que esse tempo se finda. Esse tempo que nos trouxe sorrisos, companhia e uma esperança naquilo que acreditávamos já não mais existir, que acreditávamos não mais sentir. Quem sou eu, que tanto quis estar aí? Pra você, talvez, alguém que possa ter tocado sua vida. Que te faz feliz. Que traz toda doçura para dias azedos e sem ânimo. Mas não suficientemente pra você estar aqui. Você está aí, tão longe de mim… E sabemos que continuará até quando você mesmo quiser. O proibido sempre me atraiu. O perigo me seduz. A paixão me aquece. Mas quando o amor chega, ah… É aí que você vê até onde suporta a dor. Você começa a ver que não dá pra continuar brincando com seus próprios sentimentos, que as vezes já nos encontramos feridos demais. Pois dói. O que acontece, é que às vezes precisamos nos amar mais pra não sofrer. Espero que um dia você possa se amar como eu me amo… E quem sabe, em um novo recomeço, finalmente nos permitirmos amar? Permita-se viver.

                                                                                                                                          J.